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  • 08/09/2008 - Pecuária de Corte
  • Redução de custos e maior rendimento é o que certos pecuaristas estão conseguindo ao associar a produção agrícola e de gado de corte. Com orientação, tecnologia e bom senso, resultados estão garantidos.

    Diversos estudos comprovam que o custo de produção é o maior obstáculo à lucratividade das propriedades rurais. Dependendo das dimensões, pesa até mais do que as quedas de preços pelo excesso de oferta e do que a flutuação cambial nas exportações. A pecuária de corte não foge à regra. E as pastagens representam a maior demanda de recursos da atividade, seja para formação, manutenção ou recuperação.

    É preciso buscar alternativas para melhorar, cada vez mais, a relação unidade animal por hectare (UA/ha) e intensificar a produtividade, para compensar fatores sobre os quais os pecuaristas não tem controle, como preços de insumos, variações cambiais e condições climáticas adversas. Informação é fundamental e, neste caso, é imprescindível conhecer e controlar custos, taxas de lotação de pastagens e de conversão de cada sistema produtivo e as condições mínimas para garantir lucro e sustentabilidade.

    “Está mais do que na hora de substituirmos “achismo” por profissionalismo, se quisermos uma atividade economicamente interessante e duradoura”. A afirmação é do engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande), MS) Armindo Kichel, que coordena pesquisas relacionadas ao sistema de produção chamado Integração Lavoura-Pecuária (ILP), o que considera a melhor opção para garantir a sustentabilidade da atividade agropecuária como um todo.

    “A ILP pode ser utilizada na produção de carne, grãos, fibras, agroenergia e madeira, por meio de consórcio, sucessão ou rotação de atividades em uma mesma área, a intervalos de tempo regulares, buscando efeitos sinérgicos, potencializadores ou complementares”, explica Kichel. Somado o plantio de florestas, o sistema passa a ser chamado de agrosilvopastoril, no qual as áreas de pastagens são consorciadas com árvores como eucalipto, seringueiras, variedades frutíferas e outras, destinadas à indústria de móveis , papel e celulose e à fabricação de carvão.

    Produção de Carne – Kichel afirma que, ao adotar o sistema ILP na pecuária de corte, é possível passar na rentabilidade de R$ 50 por hectare – média atual, alcançada com a utilização de sistemas tradicionais – para um resultado próximo de R$ 1.000 por hectare de lucro líquido. “ Ao utilizar áreas de lavoura como suporte para a bovinocultura de corte, o sistema ILP permite, também, reestruturar e diversificar a produção, diminuir os riscos e ainda agregar valor ao produto final”.

    Marcia Dietrich

    Revista Terra Viva.

     

     

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